sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Feliz Natal - A tríade da felicidade

Um dia, numa palestra que frequentei, o ministrante, um senhor de mais de 60 anos, disse uma frase, que eu, já com os meus mais de 30 anos, não tinha ouvido, ou se tinha não havia prestado atenção. A frase? "Ninguem pode ser feliz se não tiver sua vida plena de 3 coisas - amor, saúde e dinheiro."
Parecem ser coisas simples, a primeira vista, mas quando você começa a imaginar quantas pessoas são plenas de saúde, possuem dinheiro em abundância, mas sofrem na vida amorosa e percebe que são muitas. Tudo bem, dinheiro em abundância a gente não vê com tanta frequencia assim, mas tambem tem aquela outra que tem um amor sincero, tem saúde mas é arrasada financeiramente. E se procurar bem tem aquela pessoa que é herdeira de uma fortuna incalculavel, é cercada de pessoas que as ama, mas nada pode fazer por que a saúde é afetada. Essa pessoa invariavelmente abre a mão de seus bens materiais para que sua saúde seja restabelecida, melhorada, ou atenuada, ainda que isso fique no campo da presunção.
Se a tríade da felicidade é amor, saúde e dinheiro, a tríade da infelicidade seria a indiferença, a doença e a miséria. Isso nós vemos dia a dia em nossas andanças pela cidade, seja qual for a cidade que você viva. E hoje, dia de natal, quando as pessoas veem estampado nos olhos das crianças a alegria do presente recebido, percebe-se que estar feliz, nem sempre é algo tão caro e duradouro.
Quando eu tinha 10 anos de idade, escrevi uma redação na escola, na minha quarta série. Não me lembro muito bem o que escrevi e hoje lamento não ter feito o que minha professora da época fez: Pediu para que eu a reescrevesse em seu caderno de recordações. Mas me lembro de algumas coisas. Uma delas era o tema: "Meu presente de Natal". Eu, que era uma criança de uma familia com minimo recurso, sabia que o Natal era o comemoração do nascimento de Jesus Cristo. Presentes, não eram comuns na minha familia. Lembro mal de alguns trechos, em que eu escrevi que "nessa época as pessoas se esquecem daquilo que elas tem de maior de valor na vida, e que está ali todo dia que é um pai e uma mãe e pessoas que as amam e se importam com elas, sem pedir nada em troca. Meu presente de Natal seria ver um pouco mais de compreensão entre as pessoas e que elas dessem valor naquilo que realmente tem, que é a propria vida." Escrevi isso muito mais inspirado na minha ausencia de ter tido um presente de Natal que fosse digno de uma redação do que qualquer outra coisa. Mas o fato é que aos meus 10 anos fui aplaudido de pé por minha professora e meus amigos quando li minha redação e a finalizei. Não entendi a razão daquilo, mas essa foi uma expressão de felicidade pra mim, por que para alguns reconhecimento é sinal de felicidade também.
Não posso negar que aquela palestra mexeu comigo, como também não posso negar que o Natal, e em especial esse Natal de 2009 mexeu com os meus sentimentos, principalmente por tudo que passei durante esse ano.
E hoje, eu queria propor, apenas para reflexão, uma nova tríade da felicidade, sem desmerecer a importante triade do palestrante Carlos Rosa.
Para ser feliz você talvez você precise de 3 coisas: Esperança, sonhos e um caminho.
A felicidade consiste muito mais na sua real capacidade de nunca perder a esperança e realizar os seus sonhos. Que o aniversariante de hoje seja esse Caminho, para que todos os dias de sua vida sejam como um lindo dia de Natal. Mas sempre com muita saúde.
FELIZ NATAL

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Pais e eduação dos filhos

Minha proposta com o Mecanismos de Ação é apresentar minhas opiniões sobre saúde e o mercado de medicamentos.
Mas hoje, tomando como base o slogan que escolhi "Estratégia e Ação para a vida", vou compartilhar um email que recebi de uma pessoa muito querida.
Ela sabe que sou pai de um menino adolescente, e que enfrento situações familiares que são desafiadoras, como a maioria experimenta, experimentou ou vai experimentar ao longa da vida. Transcrevo agora um email que é creditado como idéias do renomando médico psiquiatra Dr. Içami Tiba. Não sei se é realmente, mas estou creditando tal qual a fonte.

"VERDADEIRO E NECESSÁRIO !!!!!!


Palestra ministrada pelo médico psiquiatra Dr. Içami Tiba.

1. A educação não pode ser delegada à escola. Aluno é transitório. Filho é para sempre.

2. O quarto não é lugar para fazer criança cumprir castigo. Não se pode castigar com internet, som, tv, etc...

3. Educar significa punir as condutas derivadas de um comportamento errôneo. Queimou índio pataxó, a pena (condenação judicial) deve ser passar o dia todo em hospital de queimados.

4. É preciso confrontar o que o filho conta com a verdade real. Se falar que professor o xingou, tem que ir até a escola e ouvir o outro lado, além das testemunhas.

5. Informação é diferente de conhecimento. O ato de conhecer vem após o ato de ser informado de alguma coisa. Não são todos que conhecem. Conhecer camisinha e não usar significa que não se tem o conhecimento da prevenção que a camisinha proporciona.

6. A autoridade deve ser compartilhada entre os pais. Ambos devem mandar. Não podem sucumbir aos desejos da criança. Criança não quer comer? A mãe não pode alimentá-la. A criança deve aguardar até a próxima refeição que a família fará. A criança não pode alterar as regras da casa. A mãe NÃO PODE interferir nas regras ditadas pelo pai (e nas punições também) e vice-versa. Se o pai determinar que não haverá um passeio, a mãe não pode interferir. Tem que respeitar sob pena de criar um delinquente.

7. Em casa que tem comida, criança não morre de fome . Se ela quiser comer, saberá a hora. E é o adulto quem tem que dizer QUAL É A HORA de se comer e o que comer.

8. A criança deve ser capaz de explicar aos pais a matéria que estudou e na qual será testada. Não pode simplesmente repetir, decorado. Tem que entender.

9. É preciso transmitir aos filhos a idéia de que temos de produzir o máximo que podemos. Isto porque na vida não podemos aceitar a média exigida pelo colégio: não podemos dar 70% de nós, ou seja, não podemos tirar 7,0..

10. As drogas e a gravidez indesejada estão em alta porque os adolescentes estão em busca de prazer. E o prazer é inconsequente.

11. A gravidez é um sucesso biológico e um fracasso sob o ponto de vista sexual..

12. Maconha não produz efeito só quando é utilizada. Quem está são, mas é dependente, agride a mãe para poder sair de casa, para fazer uso da droga . A mãe deve, então, virar as costas e não aceitar as agressões. Não pode ficar discutindo e tentando dissuadi-lo da idéia. Tem que dizer que não conversará com ele e pronto. Deve 'abandoná-lo'.

13. A mãe é incompetente para 'abandonar' o filho. Se soubesse fazê-lo, o filho a respeitaria.. Como sabe que a mãe está sempre ali, não a respeita..

14. Se o pai ficar nervoso porque o filho aprontou alguma coisa, não deve alterar a voz. Deve dizer que está nervoso e, por isso, não quer discussão até ficar calmo... A calmaria, deve o pai dizer, virá em 2, 3, 4 dias. Enquanto isso, o videogame, as saídas, a balada, ficarão suspensas, até ele se acalmar e aplicar o devido castigo.

15. Se o filho não aprendeu ganhando, tem que aprender perdendo.

16. Não pode prometer presente pelo sucesso que é sua obrigação. Tirar nota boa é obrigação. Não xingar avós é obrigação. Ser polido é obrigação. Passar no vestibular é obrigação. Se ganhou o carro após o vestibular, ele o perderá se for mal na faculdade.

17. Quem educa filho é pai e mãe. Avós não podem interferir na educação do neto, de maneira alguma. Jamais.. Não é cabível palpite.. Nunca.

18. Se a mãe engolir sapos do filho, ele pensará que a sociedade terá que engolir também.

19. Videogames são um perigo: os pais têm que explicar como é a realidade, mostrar que na vida real não existem 'vidas', e sim uma única vida. Não dá para morrer e reviver. Não dá para apostar tudo, apertar o botão e zerar a dívida.

20. Professor tem que ser líder. Inspirar liderança. Não pode apenas bater cartão.

21.. Pais e mães não pode se valer do filho por uma inabilidade que eles tenham. 'Filho, digite isso aqui pra mim porque não sei lidar com o computador'. Pais têm que saber usar o Skype, pois no mundo em que a ligação é gratuita pelo Skype, é inconcebível pagarem para falar com o filho que mora longe.

22. O erro mais frequente na educação do filho é colocá-lo no topo da casa. O filho não pode ser a razão de viver de um casal. O filho é um dos elementos. O casal tem que deixá-lo, no máximo, no mesmo nível que eles. A sociedade pagará o preço quando alguém é educado achando-se o centro do universo.

23. Filhos drogados são aqueles que sempre estiveram no topo da família..

24. Cair na conversa do filho é criar um marginal. Filho não pode dar palpite em coisa de adulto. Se ele quiser opinar sobre qual deve ser a geladeira, terá que mostrar qual é o consumo (KWh) da que ele indicar. Se quiser dizer como deve ser a nova casa, tem que dizer quanto isso (seus supostos luxos) incrementará o gasto final.

25. Dinheiro 'a rodo' para o filho é prejudicial. Mesmo que os pais o tenham, precisam controlar e ensinar a gastar.

"A mãe (ou o pai!) que leva o filho para a igreja, não vai buscá-lo na cadeia..."

O palestrante é membro eleito do Board of Directors of the International Association of Group Psychotherapy. Conselheiro do Instituto Nacional de Capacitação e Educação para o Trabalho "Via de Acesso". Professor de cursos e workshops no Brasil e no Exterior.
Em pesquisa realizada em março de 2004, pelo IBOPE, entre os psicólogos do Conselho Federal de Psicologia, os entrevistados colocaram o Dr. Içami Tiba como terceiro autor de referência e admiração - o primeiro nacional..


-1º- lugar: Sigmund Freud;

-2º- lugar: Gustav Jung;

-3º- Lugar: Içami Tiba"


Bom, se você leu até aqui, tem mais um pouquinho.

Respeito muito e concordo com várias coisas que estão aí expressas.

Seria perfeito se todos seres humanos fossem exatamente iguaizinhos. Mas não somos.

Pode parecer contraditório com o que está escrito, mas às vezes, um mal exemplo dos pais pode ser muito mais educativo.

Tenho um grande amigo, a quem reporto como o portador de uma educação e conduta invejável. Ele não bebe, não fuma, não usa drogas, nem nunca usou. Porém, sua mãe faleceu quando ele ainda era menino. Seu pai era alcoolatra, não parava em casa, não dava educação aos filhos, nem atenção, nem limites. Nem nada. Esse meu amigo, simplesmente odeia tudo que é errado, por que ele tem vergonha do comportamento do pai, e não quer ser reconhecido por esse tipo de comportamento.

Tenho uma prima, cristã, evangélica, criada dentro da igreja. Se casou com um cristão. Teve dois filhos. Todos criados e batizados dentro da Igreja, onde eles permanceram até a idade adulta. Hoje, os dois meninos, um com 18 e outro com 22 anos, são um viciado em droga e um presidiário, respectivamente.

A culpa, não é dos pais, tampouco é da Igreja. Na verdade, no fundo no fundo, cada adulto é aquilo que deseja ser para si.

A Educação é a semente. Nós somos o terreno.
Quando a terra é boa, a semente brota. E dá frutos. Quando a terra pe ruim, ou é corrigida, ou nada de bom sairá dela.

Tomando um texto bíblico como base: "Examinar tudo, reter o que é bom."

É o que tento passar para o meu filho. Se eu conseguir que ele tenha esse discernimento, já me considerarei um sucesso como pai.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Gripe

No mês de abril de 2009 os noticiários foram invadidos por informações de uma nova modalidade do vírus influenza que estava atacando milhares de pessoas no México.
Cerca de 6 meses depois o H1N1, a gripe A ou mais conhecida como gripe suína já é, segundo a OMS o vírus da gripe dominante, estando presente em 60% dos casos de gripe diagnosticados. Além disso, o Brasil se tornou o líder em número de mortes pelas complicações da doença.
Curiosamente, pouco mais de um mês após o inicio tardio das aulas na maioria das escolas, não se fala mais da pandemia de H1N1, ou se se fala, é muito pouco, dando a impressão que a doença não existe ou que está controlada.
O que pode acontecer nas proximas semanas, é sim, vermos uma elevação dos casos de dengue, fato comum no nosso país já há alguns anos. Mas, passando o próximo verão, existe grande possibilidade de um retorno em escala maior dos episódios de H1N1 aqui no Hemisfério Sul.
Acredito que quem lê esse blog, deve ter conhecido alguém que foi contaminado e desenvolveu a gripe suína.
Embora a gripe tenha se mostrado muito menos letal do que se imaginava, ficando no índice de mortalidade muito menor do que se suponha inicialmente, a SARS, que atingiu menos pessoas, proporcionalmente matou mais. Agora a maior preocupação das autoridades sanitárias é com relação uma mutação, aparentemente já em curso, do H1N1, o que pode transformar a doença em uma mera gripinha, que se cura sozinha, como também, numa peste capaz de dizimar milhões de pessoas.
Não há vacina comprovadamente eficaz para gripe suína especificamente, pelo menos por enquanto.
Existe um preparado homeopático que tem se mostrado um bom auxiliar no tratamento e prevenção de gripes, entre elas a suína, mas a falta de embasamento por estudos clínicos controlados não caracterizam esse produto como tratamento de escolha.
E temos a droga oseltamivir, um antiviral, inibidor da neuroaminidase do virus influenza que impede seu desenvolvimento e ampliação da infecção, que hoje é o único tratamento específico de gripes de qualquer tipo de vírus influenza.
Lançado em 1997/98 pela Hoffmman La Roche, o oseltamivir sob a marca Tamiflu, no Brasil foi um fiasco comercial no seu lançamento, simplesmente porque tinha como público alvo um público esquecido socialmente e desinteressante economicamente no nosso contexto: Era voltado para o tratamento da gripe do paciente idoso.
Na maioria das vezes amparados por uma aposentadoria que não lhe cobre as necessidades básicas, ficou claro que o produto não seria o sucesso de vendas que o fabricante esperava que fosse, porque tirar 35% do salário minimo da época para custear um tratamento de gripe é, digamos, meio desproporcional e inviável.
Isso fez com que, aqui no Brasil, o produto saísse da promoção à classe médica poucos anos depois do seu lançamento, por volta de 2002.
O renascimento do oseltamivir ocorreu por ocasião do surto da SARS, ou gripe aviária que ocorre nos países da Ásia e Africa em 2003/2004. Mas como isso aconteceu onde aconteceu, logo voltou à obscuridade.
Durante 4 meses desse ano o oseltamivir se tornou novamente um medicamento mencionado, falado e desejado, por que é, por enquanto o único tratamento efetivo contra o vírus da gripe. Compras realizadas pelos governos, inclusive o governo brasileiro deverão transformar o fabricante numa das empressas que mais faturarão em 2009, no mercado farmacêutico global.
Agora, imaginemos que o fabricante tivesse abandonado totalmente seus interesses sobre o oseltamivir, desativasse fábricas, desestimulasse estoques e parasse com qualquer minimo investimento que fosse, para que um medicamento capaz de salvar vidas, como o fez nos casos de H1N1 em que chegou na mão do paciente em tempo, e não estive mais disponivel: Quais seriam as consequencias para a população?
Normalmente é assim que qualquer empresa faz com seus produtos que não lhe trazem o resultado financeiro esperado. Mas ao setor farmacêutico, lhe é socialmente impedido de proceder assim.
Por isso, é bom que reflitamos sobre nossa relação com os remédios que tomamos.
Seria excelente se pudessemos viver saudáveis num mundo sem remédios. Mas por enquanto, isso não é possível. Por isso o melhor que podemos fazer é vivermos de tal forma que não necessitemos de medicamento. E quando isso não for possível, pelo menos termos a consideração de imaginar que até a chegar à nossa boca, aquele comprimido tem vários anos de investimento em pesquisa, desenvolvimento, máquinas e sobretudo de pessoas dedicadas, que como você tem família, filhos e amigos mas que põem de lado os interesses pessoais para fazer com que sua saúde seja preservada e você possa viver um pouco mais e melhor. Pense nisso antes de falar que o preço do remédio está pela hora da morte.

domingo, 27 de setembro de 2009

Retorno à postagem

Hoje, quase um ano depois da minha última postagem, posso ver que pouca coisa mudou.
Na minha vida em particular, não.
Estou trabalhando numa empresa e atividade diferentes, mas totalmente ligada a Indústria que tanto amo.
Durante muitos dos últimos meses de minha vida, ouvi muita gente próxima de mim dizer que eu deveria mudar de ramo. Me contentar com o pouco a arriscar o muito.
Não sou assim. Talvez um dia eu venha a ser. Mas hoje seguramente, não sou.
Gosto do que eu faço, simplesmente pelo fato de que sou eu que faço.
Estou ligado ao marketing farmacêutico, ajudando através de meu trabalho, algumas industrias farmacêuticas terem uma comunicação médica efetiva e ética.
Para quem leu meu blog (pelo número de comentários - 0 - deve ter sido muita gente) deve ter perccebido que continuarei fazendo o que sei fazer de melhor. Usar as idéias e as palavras para que se entenda o quanto a saúde e o medicamento correto faz a diferença na vida de um ser humano.
Agradeço seus comentários.