terça-feira, 2 de setembro de 2008

Mais uma vez...

Ja venho falando sobre medicamentos, industria farmacêutica, tratamentos. Eis que agora, novamente, vem a imprensa que faz um novo bafafá, informando que foi desbaratada uma qualdrilha. E o governador José Serra, paladino da defesa da saúde da população, ali, bonitão na reportagem.
http://terratv.terra.com.br/templates/channelContents.aspx?channel=2481&contentid=209416
Antes que a opinião pública possa rechaçar os envolvidos, é preciso entender o que é e como funciona a coisa, por que sempre jogam as informações de forma destorcida.
Os valores são altos, é verdade por que a doença é rara e seu tratamento é de alto custo, porque os produtos são medicamentos de biotecnologia, anticorpos monoclonais na sua maioria.
Para quem não tem uma doença rara e incapacitante, é facil falar que com o valor dava para atender milhares de pessoas com doenças comuns. COncordo que o valor é alto, mas cada doença é uma doença. Ninguém vai tratar psoríase com remédio pra gripe.
No caso de psoríase, a pele denuncia a doença.
As associações de pacientes são a voz da representatividade desses pacientes perante um governo hábil na cobrança de impostos, mas ineficiente a dar retorno ao seu contribuinte, o cidadão.
Sou totalmente contra corrupção, à falta de ética, às fraudes. Mas também sou contra às acusações levianas e a julgamentos precipitados.
Há jogo e conflitos de interesses em todas as áreas da economia.
Laboratórios farmacêuticos são empresas que empregam pessoal qualificado, o que por si só já é caro, mas ja falei isso anteriormente. As empresas precisam vender seus produtos, e a forma de baratear preços de medicamento é a chamada escala, ou seja, ter capcidade de atender ao maior numero de pacientes/consumidores possível.
Associações de pacientes são importantes pois juntam pessoas com o mesmo problema e as colocam para brigar pelo seu direito a saúde. Se for necessário usar demanda judicial, paciência.
Agora, o que está errado, é condenável ( e aí quem vai decidir é o andamento do processo) é a prescrição de medicamento para quem não tem doença. É não esgotar todas as possibilidades, antes de se partir para a alternativa mais top.
Enfim, mais uma vez, volta-se o questionamento: Que tipo de relações existem entre a industria farmaceutica e a classe médica?
Resposta: A relação é de parceria e ética, de responsabilidade e de compromisso. De lisura e de objetivos.
Infelizmente, quando isso não acontece, vira um prato cheio para mídia e políticos, às portas das eleições, fazerem sua caça as bruxas particular.

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