Após alguns dias sem postagem, retomo meus comentários sobre medicina e medicamentos, inspirado talvez,por um programa de TV.
Me lembrei de uma frase de um médico, que numa conversa sobre sistemas e procedimentos de pagamentos de conta hospitalares, ele me falou que a Medicina é um sacerdócio de "fins" e não de "meios".
Hoje,analisando mais detalhadamente esse frase, especialmente por ter vindo de um profissional responsável e bem sucedido, e que está de acordo com os preceitos de Hipócrates, o pai da Medicina.
Sacerdócio equivale a dizer que a tarefa é feita por um amor devotado ao mais sublime dos comprometimentos: A VIDA, em termos filosóficos mas também em todas as suas facetas, inclusive as mais sutis. Por isso a medicina é um trabalho realizado pelo amor do médico à vida, à cura e ao bem estar. Cura, bem-estar, saúde, hablitação e capcidade funcional portanto é o fim, ou seja, a finalidade da medicina.
E os meios?
Li num artigo, uma frase em que pensei em usar em um material promocional: "Para alívio da dor, todos os meios devem ser considerados."
Por isso, por mais imoral que possa parecer para alguns, o uso de certas drogas, inclusive a maconha, tem sido prescritas para alguns casos severos de pacientes com AIDS.
Ampliando ainda mais a discussão, como é uma atividade fim, os meios usados podem em alguns casos beirar a clandestinidade.
Já houve casos de médicos serem presos com pós brancos, que na verdade eram pricipios ativos que iam ser usados em pesquisas. Hoje há regras e regulamentos internacionalmente aceitos, que impedem essas situações.
Quando a medicina e interesses economicos colidem?
Sem recursos não há medicina de qualidade.
O autor do livro "Curas naturais: O que eles não querem que você saiba", Kevin Tudeau, menciona que a industria farmacêutica é a responsável por um complô que impede que a população mundial de saber que ela pode se curar de qualquer doença, inclusive, de câncer. Um absurdo tendenciosamente arquitetado, naturalmente. Ninguém nega que uma vida o mais natural possível, com atividade física e alimentação saudavel, é um valioso colaborador na manutenção da saúde e da cura. Mas há casos que a doença necessita de cuidados profissionais. E aí, para reabilitar o paciente, vale o que for necessário.
O médico se vale do arsenal terapêutico, das substancias em pesquisa, de tratamentos não convencionais.
Sendo assim, quanto vale uma vida? Quanto vale a cura? Quem paga por ela?
domingo, 31 de agosto de 2008
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