terça-feira, 15 de julho de 2008

Denuncia do Jornal da Band sobre a Industria Farmcêutica - 4

Meu desejo inicial era fazer uma série de postagens sobre essa reportagem. Mas cansei desse assunto, e acho que no fundo eu estou dando muito mais importância para esse tema do que realmente ele merece.

Mas tem umas coisinhas que eu quero discutir ainda sobre isso.

Uma delas é a questão dos números.
Segundo a reportagem cerca de 75% dos medicamentos são prescritos de forma inadequada. A reportagem menciona que esse é um dado do OMS - Organização Mundial da Saúde. Procurei no site da OMS (www.who.org), e não encontrei nenhuma referência à essa estatística, talvez, por que eu não tenha procurado direito.
Mas outras estatísticas são interessantes, como o fato de que se espera que 150 milhões de pessoas no mundo passem por dificuldades de saúdes devido à pobreza. É quase a população de um "Brasil" que sofre por falta de acesso ao medicamento. A maioria dessas pessoas no entanto estão em países da África e Ásia e América Latina.

Mas levando em conta a informação da reportagem, significa que a cada 100 medicamentos receitados, só 25 estão condizentes com os sintomas e a doença que o paciente apresenta, o restante ou seja, os 75 medicamentos receitados, segundo a reportagem , só foi receitado por que o laboratório pagou a janta do médico.

Séria um certo absurdo. Mas vamos pensar um pouco, de acordo com a prática.

Você vai levar seu filho ao médico devido a uma infecção das vias respiratórias, do tipo amigdalite (Diagnostico IVAS).

Nessa hipótese, seu filho tem dor de garganta e febre. Mas você, pai levou seu filho ao médico por causa da febre, por que você tem medo que seu filho tenha um convulsão febril. (Eu sou pai, mas o maior medo das mães é esse, que eu sinceramente, nunca vi acontecer, e quando acontece, joga na agua fria que passa!!)

Numa hipótese como essa, o único medicamento indispensável é um antibiótico de amplo espectro (provavelmente uma amoxiclina para ser tomada a cada 8 horas). Mas que pai ou mãe vai ficar tranquila enquanto nos próximos 4 dias seu filho permanece com dor e febre??

Por isso médico receita mais dois medicamentos ou dependendo até 3 que serão, um anti-inflamatório (nimesulida na maioria das vezes), um antitérmico (paracetamol) que provavelmente vai ser intercalado com dipirona sódica.

Pronto... Seu filho á partir do primeiro dia vai se sentir bem, como se tivesse curado, porem a cura só poderá ser determinada depois de 10 dias sem sintomas da infecção. Mas dos quatro remédios receitados, o único que cura mesmo é o antibiótico, os outros 75% da receita, foram medicamentos que apenas entraram para melhorar o estado geral. Se você desse para o seu filho só os 75%, ou seja todos os medicamentos, com excessão do antibiótico, ele não se curaria. Quer dizer que 75% da receita foi inadequada?? Depende. Sob o ponto de vista do que realmente interessa, ou seja a cura do seu filho, só o antibiótico, curaria. Seu filho ia ficar amuadinho por 4 ou 5 dias em casa com dor e febre, não poderia ir para escola, ficaria sob seus cuidados nesse período. Mas com os 75% ele pode ir para escola, pode brincar, fazer lição de casa.

Esse é um exemplo. Existem outros. Como também existem casos de medicamentos que se sobrepõem a outro. Enfim, creio que pode haver casos de prescrição inadequada, mas 75%, pelo menos nos grandes centros, que é onde as reportagens foram feitas e são assistidas, o número deve ser bem menor.

Outro numero:

1 em cada 4 casos de intoxicação ocorre por medicamento.

Bom, os outros 3 casos de intoxicação ocorrem por substancias químicas, por envenamento ou fumaça e estão relacionadas a pratica profissional de risco, e também a intoxicação alimentar.

Os casos de medicamentos que promovem intoxicação são na maioria, por duas razões: Crianças que tomam remédio escondidas por tem gosto bom, ou adultos que querem cometer suícidio, tomando overdoses de remédios.

As intoxicações por excesso de medicamentos receitados, podem acontecer normalmente quando há interações entre medicamentos, alimentos e álcool. Mas ai o numero é pequeno e não chama a atenção da imprensa.Além disso, muito pouco comum que um médico não conheça essas interações e não recomende ao paciente que evite certos alimentos e bebida durante o tratamento.

O outro número, que todo mundo fala, mas que não existe é os 30% do faturamento em marketing.

Seria a alegria dos departamentos de marketing ter uma verba tão alta assim para usar em seu trabalho. Já pensou, um grande companhia farmacêutica com um faturamento de 1 bilhão de reais, ter R$ 300 milhões para gastar em marketing?

Sabe o que aconteceria?? A empresa teria que passar a faturar ao invés de 1 bilhão, pelo menos 10 bilhões no ano seguinte. Por que se não ela iria iniviabilizar-se. Quer saber por que?

1 - Investimento em marketing tem que gerar resultado financeiro. Ou seja para cada real investido em marketing e retorno tem que ser de pelo menos 10 vezes mais para compensar o investimento.

2 - Os impostos comem uma parte volumosa do faturamento.Se os 30% do marketing que a reportagem mencionou fosse verdade, veja como seria a conta:

Marketing - 30%
Impostos - 40%
Salários - 11%
Administração - 25%
_______________________
total 106%

ou seja... a conta não fecha....

Fora uma série de outras despesas que não entram nessa conta...como reinvestimento em maquinas, Pesquisa e Desenvolvimento e por ai vai. Ou seja a empresa trabalha já com prejuízo de 6%, e por isso, não tem a razão de existir, por que a industria farmacêutica, como todo o negócio, tem que ser lucrativa.

A verdade é que o investimento em marketing, raramente ultrapassa 5% do faturamento. O que já dá para fazer bastante coisa.

Enfim, como falei, esse assunto já me cansou, e só vou retornar algo, se alguém quiser saber, se postarem comentários com maiores detalhes.

Agora, é preciso que cada pessoa faça uma avaliação de como quer se relacionar com os medicamentos.

Eu evito até as últimas consequências entrar com remédio. Na maioria das vezes, mudar alguns hábitos e estilo de vida, da um economia bem grande no futuro.

Pensem nisso.

Edson Luís de Brito

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Denuncia do Jornal da Band sobre a Industria Farmacêutica - 2

Na reportagem que me dediquei no post anterior, uma coisa me chamou a atenção. A frase dizendo que os médicos sofrem assédio da industria farmacêutica através dos chamados "propagandistas".

Eu fui propagandista. Numa época em que o glamour da função começava a decair. Nos anos 60,70 e começo dos 80, ser propagandista não era fácil, como ainda não é hoje. Mas tinha um que ascenção social. Eram poucos laboratórios que tinham força de vendas. E as premiações eram boas.

No fim dos anos 80 e 90, ser propagandista ainda era bom, mas com salários menores e a exigência de se ter pelo menos iniciado uma faculdade. Mesmo assim, a remuneração era boa, dava para ter um bom carro (escort era o sonho de consumo) e se aventurar a ser classe média, com direito a pizza a cada 15 dias. E muito treinamento para desenvolver o conhecimento.

Foi nessa época, em 1989 que eu consegui de forma inusitada me tornar propagandista. Antes de trabalhar na industria, eu achava que o propagandista era um caixeiro viajante que só sabia deixar amostra grátis no consultório e uns brindes na mesa da secretária. Quando me dei por conta da quantidade de informação que se tinha que saber para dialogar com um médico foi um choque. Tinha que estudar...e muito...muito mesmo. Mas eu gostava daquilo. E foi só quando eu me tornei propagandista foi que eu vi não se tratava apenas de uma função, mas de uma profissão.

Ou seja, como profissão era necessário ter uma formação profissional, que era obtida através de intenso treinamento. Ainda é assim hoje, eu imagino.

Pois é. Uma profissão, regulamentada pelo ministério do trabalho, que tem alguns privilégios,como o fato de não ter um relógio de ponto, e poder ser o planejador de seu dia de trabalho. Mas há uma pequena maldição, que pode se tranformar em pesadelo. O propagandista tem que trabalhar na rua e em casa. Quando se é solteiro, tudo bem, da para ficar até a meia noite fazendo relatórios e preparando o material para o dia seguinte. Quando você tem família, você precisa ter mais energia para mexer no que tem que mexer depois que os filhos foram dormir e você já deu parte da atenção que sua esposa merece.

Mas por que eu estaria falando isso tudo? Bem por que na reportagem do Jornal da Band, o propagandista foi retratado como um aprendiz de marginal, que faz algo imoral, ilegal, feio. É, o propagandista entrega amostra para os médicos, por isso o remédio que você toma é caro, como disse o estudante de medicina.Nada mais nonsense.

Mas o que feriu a dignidade do profissional, foi ver uma pessoa de costas sendo entrevistada pelo jornalista Rodrigo Hidalgo: "Esse homem é propagansta a quatro anos e ele fala o que os médicos querem para receitar os remédios" e aí emenda uma pergunta : "O que os médicos pedem para o propagandista prescreverem os medicamentos do seu laboraório?" e o "sem noção" responde "ah pedem jantares, congressos, passeios."

Claro que a industria farmacêutica quer o receituário médico, é por isso que a maioria dos propagandistas levantam as 5:30 da manhã e vão para os seus pontos de encontro nos hospitais. É para ter contato com o médico e convencê-lo a, quando ele tiver pacientes com determinada doença ou sintoma, prescrever o produto da empresa que o propagandista representa. Isso é errado? Isso é crime?

O médico pede o que ele quiser... jantar, almoço, café da manhã, carro, avião, iate, sei lá o que. Pede para o propagansita, pro papa, pro papai-noel. E eu pergunto: E daí?

A experiência me mostrou que a maoria dos médicos que muito pedem, são justamente aqueles que menos prescrevem, por que a maioria dos bons médicos, confiam em seu receituário como um patrimônio, da mesma forma que confiam nas coisas que aprenderam sobre ética e justiça e relacionamentos.

Houve abusos no passado. E muita gente quis se aproveitar daquela situação.

Com a ANVISA muita coisa mudou hoje.

Não ha verbas de marketing como havia antes. O estagiário é quem visita o médico fazendo parte do trabalho que propagandista profissional fazia antigamente. Uma bolsa auxílio e menos dispendioso que prêmios.

Nada contra quem tem que trabalhar. Mas respeito é bom, conserva muita coisa, inclusive a honra. O mesmo respeito que é dado ao médico, ao balconista, ao jornalista, ao garçom enfim, a todo o profissional sério, deve ser dado ao propagandista.

Na reportagem, não foi dado o devido respeito a um profissional que ja foi a cara da industria farmacêutica, e hoje aparece de costas como uma testemunha acuada ou como um cumplice de um crime. Daqui a 4 dias, dia 14 de Julho se comemora o dia do Propagandista.

Será que as caras vão ser mostradas?

Continuamos amanhã.

Edson Luis de Brito

Denuncia do Jornal da Band sobre a Industria Farmacêutica - 1

Na realidade eu não cheguei a ver a série intitulada "Receita Marcada", diretamente da TV Bandeirantes, emissora que considero séria, mas vi através de um link ( http://www.band.com.br/jornaldaband/conteudo.asp?ID=92062&CNL=1) recebido de um amigo. Decidi olhar, afinal é sempre bom saber o que acontece.

A primeira frase me deixou perplexo: "EXCLUSIVO - Hotéis de Luxo, comida boa e passeios com a família. Esses são alguns presentes que a Industria Farmacêutica distribuem aos médicos para que eles receitem seus remédios".

A exemplo da série do Jornal da Band, vou expressar minha opinião baseado na vivência que tenho na industria farmacêutica. Não quer dizer que vou dizer que 100% do que se faz no ramo é correto, mas seguramente usar os meios éticos para divulgar seus produtos, marcas e serviços não fere o direito da industria, nem da classe médica e nem do consumidor. Isso por que a industria farmacêutica é um negócio.

E como negócio depende de vendas lucrativas. Se você que está lendo não for da industria, fique sabendo de uma coisa. O negócio farmacêutico é feito para se obter lucro, à partir da doença que você tem e de quanto você esteja disposto ou possa pagar para tratá-la. Secamente é isso.

Como o lucro também é a razão de existir a industria da moda, a industria alimentícia, a industria de cosmético. Quanto você está disposto a pagar para se vestir bem? Quanto você está disposto a pagar para comer com mais facilidade? Quanto você está disposto a pagar para se sentir mais bonito, jovem ou limpo?

A diferença é que tratar uma doença, e cobrar por isso pode parecer cruel. Pode parecer que se está aproveitando de um sofrimento individual para se obter dinheiro facilmente.

Acredite. Não é crueldade. É a realidade. Saúde se tornou um bem precioso e escasso no mundo de hoje e conservá-la não é barato, nem nunca foi, e nunca será. Sempre haverá um sacrifício a ser feito. Mas esse não é o tema de hoje.

Sigamos.

Suponhemos que eu seja de outro ramo de negócio. Que eu trabalhe com por exemplo café.

Eu vou ao supermercado e convido o dono do supermercado para um jantar num hotel 5 estrelas num resort. E convido também outros donos de supermercados para o mesmo resort. Isso por que minha empresa inventou uma nova forma de tomar café. Por isso meu pacote de café vai custar mais caro que os outros tipos, blends, sei lá o jargão desse segmento. Mas eu quero que todos experimentem meu café novo, para poder otimizar meu esforço de publicidade, quando eu colocar meu comercial na televisão.

Passamos 2 dias agradáveis no hotel, todos tomam café, passeiam um dia as minhas custas.

Os donos de supermercado agora podem recomendar ao seu pessoal de compras que abasteçam a gondôla do supermercado com meu café.

Haverá um mocinha que ofercerá meu café em cada loja. E quem toma, compra pelo menos um pacote, por que o café é muito bom.

Alguem julgaria os donos de supermercados, ou a mim, ou quem quer que seja por ter levado eles para um final de semana regado a hotel de luxo, comida boa e passeio com a família? Claro que não. Café é um prazer. Remédio não. E é aqui que está a diferença. Ninguém quer gastar com a compra de remédio. Mas todo mundo gostaria de ter em sua adega aquela safra especial de um vinho francês, ou a garrafa de um scotch 12 anos, ou mesmo aquela cachaça dourada, mesmo que pagasse por eles algumas centenas de reais.

Remédio não dá status. "Olha, estou com diabetes e meu médico me receitou um medicamento top de linha. Agora sim posso dizer que subi na vida. Estou com uma doença que pode me matar, mas eu vou viver com ela a vida inteira por que eu tenho o remédio e posso pagar por ele, ha ha ha". Claro que não acontece assim.

Mas a forma como o medicamento é feito, é da forma como é feito a maioria dos produtos industrializados (inclusive paga-se IPI por isso), com alguns agravantes críticos. Há vários orgãos fiscalizadores, o nível de tecnologia é alto, o grau de especialização dos profissionais é alto, a cadeia produtiva é longa e está sujeita a muitas variáveis. A logística é complexa e por aí vai.

E tem o marketing, óbviamente, que é responsável em fazer com que todo esse trabalho dê o lucro necessário para que o negócio não quebre. Nem vou falar aqui sobre pesquisa e desenvolvimento, pelo menos não nesse momento.

E o que o marketing faz? Faz o que deve fazer com os recursos que lhe cabem, ou seja, com a verba destinada, construir um ambiente para que o consumidor adquira o produto. Isso, sem ferir uma ligislação que lhe proíbe de fazer muitas coisas que outros segmentos fazem sem problemas.

Como tudo que é promovido em termos de medicamentos tarjados, deve ser feito em ambiente científico, a industria promove simpósios, onde os conflitos de interesse devem ser expressos quando o palestrante tem algum envolvimento com algum fabricante de medicamento, ou seja por ele patrocinado. Como em qualquer evento, sempre há um espaço livre, e cada um faz o que quiser. E a industria com o sentido de promover a integração entre os participantes, lhes da opções de passeio. Há algum mal nisso? Honestamente não vejo. Mas todo paciente gosta de saber que seu médico é um profissional atualizado, que vai a pelo menos 2 congressos internacionais por ano, que tem artigos científicos publicados e que atenda seu convênio, que ele, o paciente, escolhe pelo preço.

Sem recursos não se pode fazer medicina de boa qualidade, não se pode ter medicamentos de ponta para ser bem sucedido no tratamento. E de onde vem o dineheiro? De onde sempre veio. Do consumidor, ou da demanda como gostam de dizer os profissionais da industria. Sem geração de demanda, não tem geração de recursos.

Nessa primeira parte, que encerro por aqui, queria chamar a atenção de todos para o fato de que se saúde é um bem precioso, é responsabilidade individual cuidar da própria.

Amanhã eu continuo.

Edson Luis de Brito

terça-feira, 8 de julho de 2008

Mecanismo de Ação

Hoje é dia 08 de julho de 2008. Achei que seria um ótimo dia para iniciar o funcionamento de um Blog criado por mim. Para quem se interessa por influências numéricas, o 8 significa extremos, infinito (o símbolo fo infinito em matemática é um 8 deitado), sorte e prosperidade, isso de acordo com a numerologia.
Acredito que essas influências podem estar presentes na minha vida. Mas não é sobre numerologia que eu quero tratar aqui.
O que eu quero de verdade é colocar minhas idéias a respeito de duas coisas que gosto muito.
A primeira é escrever e botar as idéias no papel. Sabe, eu acredito que em momentos de inspiração, saem boas coisas da minha cabeça, e quem me conhece, muitas vezes me falam de coisas que eu disse que se manifestaram de forma real. Sou bom para aconselhar, mas péssimo para seguir o que aconselho, embora eu transmita aquilo que realmente eu sinto.
A outra coisa que gosto muito é remédio.
Desde criança eu tenho uma atração forte por remédio, medicamento, farmácos e quando eu tinha 13 anos eu já sabia o que eu queria ser quando eu crescesse. Farmacêutico. Aos 14 anos, fui trabalhar numa farmácia. Naquela época, trabalho infantil era uma coisa tolerada e incentivada, pelo menos pelas famílias que tinham uma vida de privações, como era inteiramente o meu caso.
Isso foi 1982, ano da Copa do Mundo da Espanha...
Eu varria o estabelecimento, lavava as seringas de vidro, buscava lanche para o proprietário e levava as encomendas de medicamentos para as casas dos "fregueses". E isso me intediava. Eu queria era mexer com remédio, então o que fiz? Me tornei um exímio leitor de bulas. Eu lembro que quando eu chegava em casa, nos primeiros dias de trabalho, ao dormir ficavam espocando na minha mente o nome dos medicamentos...Aminofilina, Adalat, 6-Copena, e uma tal Bituelve que todo mundo que estava no boteco do lado farmácia vinha de manhã tomar, e eu não tinha a menor idéia da razão. Só depois é que eu descobri Bituelve é B-12 (do inglês B-twelve).
Aprendi muita coisa naquela farmácia e drogaria, naquele distante 1982. Aplicava injeção intramuscular com muito jeito e várias pessoas gostavam que eu aplicasse. É bom dizer que eu fiquei trabalhando nessa farmácia na época que meu irmão que era funcionário da mesma, estava em serviço militar, e como o dono já me conhecia e conhecia minha família, aproveitei a chance.
Comecei a ler compêndios médicos e fui aprendendo na teoria como funcionavam as coisas. Qual ESTRATÉGIA o medicamento usava para tratar a doença, ou seja qual o mecanismo de ação de cada medicamento para tratar os sintomas. Por isso decidi colocar esse nome no meu blog. MECANISMO DE AÇÃO, me pareceu um nome muito adequado para aquilo que quero discutir, ou seja Estratégias, Tendências e toda a possibilidade de Inteligência a ser usada no movimento dos tratamentos para doenças conhecidas, pouco conhecidas ou desconhecidas.
Ao contrário do meu irmão a quem eu substitui por 1 anos na farmácia naquele distante e próximo 1982, eu não sou médico, mas sou Farmacêutico, como era o meu sonho de criança.
Ao contrário de muitos dos meus colegas de faculdade, eu nunca cogitei ser médico, nem prestei vestibular de medicina e nem optei pela farmácia como segunda carreira, mas busquei especialização em negócios e marketing, e aplicá-los ao negócio farmacêutico.

Por isso, quero dar minhas boas vindas, e encorajar o leitor a postar seus comentários, além de abrir um convite para discussões sobre temas variados do Universo único que circunda a indsutria farmacêutica e o varejo de medicamentos.

Edson Luis de Brito